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Como será a retomada do varejo em 2021?

Atualizado: 24 de abr. de 2021

Esta é uma pergunta que certamente dez entre dez empresários e profissionais ligados ao setor se fazem e tem dificuldade de encontrar respostas, sobretudo em cidades como Campo Grande, capital que tem como economia basilar o varejo.


A pandemia impulsionou o alinhamento de um mercado consumidor híbrido, ou seja, mais gente está comprando pelos meios digitais sem deixar de ansiar pela experiência real no chão da loja física. O conhecimento em tecnologia para o varejista passou então a ser tão importante quanto o fluxo de caixa. O ano de 2021 pedirá do varejo uma atenção ao hibridismo e ações que tornem as lojas físicas uma parte importante da atuação digital segundo um report do Mundo do Maketing com a Kmaleon no Estudo Tendências para o Varejo 2021, (conteúdo disponível para assinantes)



O consumidor já se acostumou em comprar na comodidade do seu smartphone, e já entendeu que a segurança é cada vez maior, além de estar cada vez mais preparado em selecionar os melhores e mais confiáveis canais de compra na internet. Assim, ele, o consumidor, buscará o que quer em todos os canais possíveis.


Segundo o estudo, a previsão para o segundo trimestre é de um crescimento, principalmente pela comparação histórica com o intervalo entre abril e junho de 2020 - meses mais severos do isolamento social e um período em que a economia nacional teve seu pior momento. Já para o segundo semestre, a perspectiva é mais otimista, levando sempre em conta o potencial das vacinas no destravamento da economia. Há grandes chances de um “efeito rebote” no varejo. O conceito de comunidade – todos se ajudando – seguirá em alta. E, ainda que se pense no pós-pandemia como algo libertador e de regresso, ele chegará mantendo hábitos atuais, como maior procura por delivery e ativações híbridas.


O retorno do varejo deverá dar foco em alguns aspectos necessários, Veja os destaques do estudo:


Comunidade

Ainda que o ir e vir volte ao normal, valorizar lojas da vizinhança terá um peso maior na decisão para ajudar o empreendedor local. As pessoas entenderão mais como a escolha de um ponto de venda afetará sua vida e a cadeia econômica.


Futuro das Lojas

Mesmo em meio a fechamentos, possibilidades de “lockdowns” e a diminuição da renda do brasileiro, a loja física ainda mantém sua importância estratégica como ponto nevrálgico de relacionamento e obtenção de dados sobre o consumidor.


Hibridismo

A integração do varejo físico e digital já não é mais uma possibilidade, ela é real e precisa acontecer de forma consistente para que o negócio gere os resultados esperados. As redes sociais se tornaram canais essenciais de venda e comunicação com o cliente. O conhecimento em tecnologia para o varejista passou então a ser tão importante quanto o fluxo de caixa.


Embora a pandemia tenha impulsionado a inovação no espaço online, com os varejistas aprendendo a fornecer serviços offline e online com eficácia, um ambiente omnichannel verdadeiramente combinado surgirá. Este será um ano em que a Realidade Aumentada e a Realidade Virtual e outras tecnologias ajudarão os varejistas a oferecer experiências ricas em conteúdo sensorial nesses espaços.


Mas os varejistas que oferecem excelência Customer Experience multicanal são aqueles que pensam criticamente sobre como a tecnologia pode aprimorar a experiência

Franquias

Com grande oferta no mercado e disponíveis em diversos setores, são negócios bastante procurados por quem deseja investir com mais segurança. Nesse modelo, as empresas devem oferecer treinamento e suporte ao franqueado, transferindo knowhow para que ele opere o negócio. Essa é uma das vantagens do franchising em relação ao negócio próprio. As franquias, no entanto, não são solução para todas as pessoas.


Supermercados

Transparência e posicionamentos muito claros serão fundamentais daqui para frente para conquistar mais do que o bolso do cliente, mas também a sua preferência e fidelidade no mercado. Os consumidores têm buscado redes que oferecem a opção de comprar virtualmente sejam por e-commerce próprio ou por sistemas de entrega – Rappi e Cornershop, por exemplo.


Shoppings

Com a pandemia, os shoppings precisaram rever a forma com que seus corredores são encarados pelos consumidores. As ações relacionadas aos protocolos de saúde são o mínimo a se fazer para receber os clientes,


A tendência de fulfillment também chegará aos shoppings. Ele envolve todas as operações logísticas e da cadeia de suprimento relacionadas ao atendimento do pedido do cliente, desde o recebimento do pedido até a entrega do produto.


Customer Experience

Se há uma lição que a pandemia da Covid-19 tem apontado é a de que Customer Experience (CX) é essencial para o sucesso de uma marca, especialmente no varejo. Mesmo com a flexibilização da quarentena e distanciamento social em muitos lugares do mundo, o período de compras de fim de ano, que incluem datas como Black Friday e Natal, colocou à prova aquilo que as empresas aprenderam durante os períodos mais difíceis da crise. De acordo com a Kantar, para ter uma loja que atraia clientes é preciso capacitar os funcionários


Outro ponto importante é que cada vez mais as marcas deverão tomar posição em questões pertinentes à consciência coletiva. Determinar como exemplificar o propósito e os valores na promessa da marca de uma forma que atenda às necessidades emocionais, sociais e funcionais modernas será fundamental para os varejistas no futuro.
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